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05-04-2018
O Evangelho e a alegria de ter Jesus no coração

Carlos Fontes esteve quatro dias na Igreja Evangélica Assembleia de Deus Pentecostal de Aveiro para falar (aos jovens) do Evangelho de João e (à restante congregação) da carta aos Filipenses

 

O Evangelho de João e Filipenses, a “carta da alegria”, foram os dois temas-base de uma escola bíblica que decorreu ente 27 e 30 de março, na Igreja Evangélica Assembleia de Deus Pentecostal de Aveiro, sendo que o primeiro teve como público-alvo os jovens. Durante estes quatro dias, o Pastor Carlos Fontes dirigiu a sua atenção para os passos de Fé que os crentes necessitam de dar, bem como a alegria que o crente tem, independente das circunstâncias e que é suportada justamente pela fé. Deste modo, um tema como que se interligou com o outro e os alunos desta escola bíblica que, da parte da tarde tiveram a oportunidade de, no Evangelho de João, aprender sobre a fé, puderam insistir na alegria da fé, à noite, com a carta aos Filipenses.

E que fé é essa? A de que “… Jesus é o Cristo, o Filho de Deus” e que “crendo, tenhais vida em seu nome” (João 20:30-31), começou por apontar Carlos Fontes, salientando que Jesus operou, demonstrou o Seu poder e a Sua divindade, por meio de sinais, muitos dos quais não foram sequer escritos na Bíblia. Os que foram descritos são suficientes para exemplificar a Sua ação.

Sobre a fé, registou a necessidade de um novo nascimento, que é, sublinha, “o resultado da fé no poder da morte e ressurreição de Jesus”. Após este nascimento (interior), os crentes passam a falar e a viver a fé com uma outra dimensão, procurando, ainda, dar a conhecê-la a outras pessoas. E para tal, dão alguns passos, usando de bondade, sendo curiosos, tendo desejo e ambicionando ter a fé, sendo corretos e adquirindo sensibilidade religiosa.

São, segundo Carlos Fontes, três as palavras-chave do Evangelho de João: sinais, crer e vida. Três palavras que foram consistentes no ministério de Jesus e que demonstraram a autoridade de Jesus como filho de Deus. Sinais, curas, demonstrações que conduziram a alguma controvérsia junto dos dirigentes religiosos da época e criaram conflitos. Crises que culminaram com a crucificação de Jesus, mas cuja ressurreição dissipou quaisquer dúvidas quanto à Sua divindade e propósito.

 

Alegria apesar das circunstâncias

Carlos Fontes apelida a carta aos Filipenses de “carta da alegria”, evidenciada em três áreas: no sofrimento, na unidade da igreja e na doutrina com equilíbrio.

Jesus na nossa vida “faz ultrapassar qualquer fonte de tristeza”, um sentimento que “não depende de circunstâncias” e que é “fruto de uma intimidade com o Espírito Santo”. Segundo o pastor, estar alegre é diferente de ser alegre, porque, pelas circunstâncias da vida, uma pessoa pode estar triste, mas ainda assim ser alegre. Confuso? Não. Usando como exemplo o descrito na carta aos Filipenses, com Paulo e Silas presos e apesar disso alegres e a entoarem cânticos a Deus, o pastor conclui que uma pessoa pode estar alegre mesmo quando sofre. “Posso ter um sofrimento, mas em nome de uma alegria futura, ter alegria”, refere Carlos Fontes, aludindo ainda que o sofrimento das pessoas é “exclusivo na terra”.

A alegria provém de um relacionamento com Deus, aponta Carlos Fontes, frisando ainda que a fonte da nossa alegria é o próprio evangelho. “Como vamos falar do evangelho se não falarmos do amor?”, questiona, respondendo que “é o amor que resolve tudo” e que “é preciso amarmos as pessoas para lhes levarmos o evangelho”.

Para o pastor, “o evangelho é quando fazemos alguma coisa em prol dos outros”, em amor, já que “não há ministério e evangelho sem amor”. É esse amor que “transforma um crente potencialmente chato em santo”. O evangelho, continua, “tem que ser transformador”.

Falando da segunda área (alegria na unidade da igreja), Carlos Fontes, defendendo que “precisamos de unidade”, frisa que “uma igreja em rivalidade não consegue atingir o alvo de propagar o evangelho” e que “a concórdia tem a ver com o resultado de Deus na nossa vida”. Para tal, por vezes é preciso ser submisso e “ceder nas coisas pessoais por causa de um bem maior” – o evangelho. Carlos Fontes vai mais longe e defende que a submissão “é resposta ao amor” e que Deus não sai deste processo. Argumenta que “não há solução para uma igreja dividida” e que a “unidade fortalece o crente”.

“Jesus é um exemplo de unidade e é Nele que temos unidade, é o elemento unificador”.

Mas é preciso equilíbrio, defende o pastor, salientando que “a obrigação de fazer coisas não traz alegria”. Mais: “o amor de Deus não depende de mim, do que eu faço; depende Dele”, afiança, frisando que uma pessoa “não é salvo porque se porta bem, mas porta-se bem porque é salvo”.

Para Carlos Fontes, “a cruz de Cristo é a expressão da graça” e o crente “tem que ver na cruz a eternidade”. É neste equilíbrio, na doutrina do evangelho, que se encontra a unidade da igreja e que “vai trazer alegria à vida” das pessoas, conclui.

No último dia desta escola bíblica, sexta-feira, feriado, que contou com uma grande assistência, foi feito um agradecimento especial por parte do Pastor Jacinto Joana, em nome da igreja de Aveiro, com uma oferta simbólica de cariz regional, pelo empenho e dedicação de Carlos Fontes a este trabalho e que foi entregue ao pastor e sua esposa.